TETE, 26 DE JULHO DE 2025 – Cerca de 500 mil famílias irão beneficiar-se do Projecto de Empoderamento Económico das Comunidades na Zona Tampão do Parque Nacional de Mágoè, resultado da parceria com a Agência do Zambeze.
O projecto foi lançado no Parque Nacional de Mágoè pelo Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Arnaldo Juízo, em representação do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas.
Na ocasião, o Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Arnaldo Juízo, afirmou que o projecto se enquadra nas prioridades do Governo, nos esforços contínuos para assegurar que a Conservação da Biodiversidade contribua cada vez mais para o desenvolvimento das comunidades, através da promoção de iniciativas de subsistência.
Para o Director-Geral Adjunto da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Severiano Khoy, este projecto irá contribuir para mitigar o conflito Homem-Fauna Bravia, reduzir a pressão sobre os recursos naturais e pesqueiros, bem como melhorar as condições de vida das comunidades da zona tampão.
O Director de Assistência Técnica e Financeira da Agência do Zambeze, Nelson António, explicou, na ocasião, que o projecto está orçado em cerca de 20 milhões de meticais, destinados à aquisição de 4 mil colmeias, à capacitação das comunidades locais e à instalação de uma unidade de processamento. Estima-se uma produção anual de 100 toneladas de mel.
A cerca de 3 a 4 horas da Cidade de Tete, banhado por 120 km da albufeira da Hidroelétrica de Cahora Bassa, encontra-se o Parque Nacional de Mágoè, localizado nos distritos de Mágoè e Cahora Bassa. O distrito de Cahora Bassa detém 8% da área do Parque, enquanto o de Mágoè detém 92%.
𝑪𝒐𝒎𝒐 é 𝒒𝒖𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝑨𝒑𝒊𝒄𝒖𝒍𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒗𝒂𝒊 𝒎𝒊𝒏𝒊𝒎𝒊𝒛𝒂𝒓 𝒐 𝑪𝒐𝒏𝒇𝒍𝒊𝒕𝒐 𝑯𝒐𝒎𝒆𝒎 𝒆 𝑭𝒂𝒖𝒏𝒂 𝑩𝒓𝒂𝒗𝒊𝒂 𝒏𝒐 𝑷𝒂𝒓𝒒𝒖𝒆 𝑵𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝑴𝒂𝒈𝒐é?
As abelhas são temidas pelos elefantes: estudos mostram que os elefantes evitam áreas com colmeias, pois as picadas nos olhos, tromba e interior das orelhas são extremamente dolorosas para eles. A instalação de colmeias penduradas em cercas ao redor das machambas (lavouras) cria uma barreira natural. Se um elefante tocar a cerca, as abelhas são perturbadas e o animal afasta-se, reduzindo a destruição de culturas — uma das principais causas de conflito entre humanos e elefantes.
A apicultura gera mel e outros produtos com valor de mercado. Ao fornecer rendimentos sustentáveis, reduz a dependência directa dos recursos do Parque, como a caça, a lenha ou o cultivo em áreas protegidas. Com oportunidades económicas sustentáveis (como a apicultura), há menor incentivo para a caça ilegal de animais selvagens.(x)
26/07/2025















