MAPUTO, 02 DE SETEMBRO DE 2026O Governo de Moçambique, através da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram oficialmente, nesta quarta-feira, no Hotel Avenida, na Cidade de Maputo, o projecto “Transformando a Conservação da Vida Selvagem e os Meios de Subsistência à Escala da Paisagem em Moçambique (TRANSFORM)”, uma iniciativa de longo prazo destinada a promover uma gestão mais integrada e sustentável da biodiversidade, reforçar a resiliência das comunidades e gerar benefícios ambientais e socioeconómicos nas paisagens de Gorongosa–Marromeu e Rovuma–Lugenda.

Com uma duração prevista até 2033 e um financiamento global de aproximadamente 15,4 milhões de dólares norte-americanos do Fundo Global para o Ambiente (GEF), no âmbito do Programa Integrado GEF-8 de Conservação da Vida Selvagem para o Desenvolvimento, o TRANSFORM procura contribuir para uma mudança sistémica na forma como a conservação da fauna bravia é planeada, financiada e implementada em Moçambique.

O projecto dá continuidade ao compromisso de Moçambique com a conservação da biodiversidade e aos resultados alcançados através de anteriores investimentos do GEF, incluindo as intervenções apoiadas no âmbito do GEF-4 e GEF-6, ao mesmo tempo que procura consolidar e ampliar esses ganhos através de uma abordagem integrada à escala da paisagem.

O TRANSFORM reconhece que a conservação da biodiversidade está estreitamente ligada às condições económicas e sociais das comunidades que vivem nas paisagens de conservação. Por isso, a iniciativa combina o fortalecimento da gestão das áreas de conservação com a melhoria dos meios de subsistência, o reforço da aplicação da lei, o ordenamento territorial inclusivo e a promoção de mecanismos mais equitativos de partilha dos benefícios associados às economias baseadas na fauna bravia.

As paisagens de Gorongosa–Marromeu e Rovuma–Lugenda constituem áreas de importância estratégica para a conservação da biodiversidade de Moçambique e para a conectividade ecológica. Ao mesmo tempo, enfrentam pressões crescentes, incluindo a desflorestação, a caça furtiva, a perda e fragmentação de habitats, práticas insustentáveis de uso da terra e conflitos entre seres humanos e fauna bravia.

Ao actuar simultaneamente sobre estes diferentes factores, o projecto procura criar condições para que a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento local se reforcem mutuamente.

O TRANSFORM deverá contribuir para a geração de benefícios ambientais globais, incluindo a redução da caça furtiva e do tráfico de espécies, a conservação e restauração de corredores ecológicos e a melhoria da gestão de mais de três milhões de hectares de paisagens terrestres de elevada importância para a biodiversidade.

A iniciativa contribuirá igualmente para melhorar a gestão de terras situadas em corredores de fauna bravia e para manter serviços dos ecossistemas essenciais para as populações e para as economias locais. A conservação e restauração destes ecossistemas poderão também contribuir para evitar emissões significativas de dióxido de carbono (CO₂), reforçando a contribuição da conservação da natureza para a acção climática.

O projecto reconhece, igualmente, que ecossistemas saudáveis constituem uma componente fundamental da resiliência das comunidades perante os impactos das alterações climáticas e de outros riscos ambientais.

Falando durante a cerimónia de lançamento do projecto, o Director-Geral da ANAC, Pejul Calega, destacou a importância de uma coordenação efectiva entre as instituições e os diferentes actores envolvidos na conservação, sublinhando que resultados sustentáveis dependem de uma acção colectiva e de uma visão partilhada para as paisagens abrangidas pelo projecto.

“A relevância do Projecto TRANSFORM é acentuada pela actual urgência climática. De acordo com os dados do INGD relativos à Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026, o Plano Anual de Contingência aprovado pelo Governo previu um cenário de risco que estimava até 2,7 milhões de pessoas potencialmente afectadas. Perante esta realidade, a preservação e a manutenção de ecossistemas intactos funcionam como a nossa primeira e mais eficaz linha de defesa natural, salvaguardando vidas humanas e infraestruturas críticas”, afirmou.

Por seu turno, o Representante Residente Adjunto do PNUD para a Área de Programas, Cleophas Torori, salientou que a conservação sustentável depende da capacidade das instituições, mas também da participação e do envolvimento das comunidades que partilham estas paisagens.

“Uma conservação eficaz exige instituições fortes, mas também comunidades que reconheçam que a conservação pode gerar benefícios concretos para as suas vidas. É esta ligação entre conservação, desenvolvimento local e meios de subsistência que permite criar condições para resultados mais duradouros”, afirmou.

O Representante Residente Adjunto destacou ainda a importância de assegurar que mulheres e jovens estejam no centro das oportunidades geradas pelo projecto.

“A dimensão de género não é um elemento adicional do projecto; é central para a sua ambição de alcançar um impacto sustentável. As mulheres e os jovens devem dispor de oportunidades efectivas para participar nas actividades económicas relacionadas com a conservação, aceder ao financiamento e beneficiar dos recursos e oportunidades gerados nestas paisagens”, sublinhou.

A implementação do TRANSFORM está estruturada em cinco componentes interligadas, concebidas para abordar os principais factores que condicionam a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável nas paisagens seleccionadas:

  1. Gestão das redes de áreas de conservação, com vista ao reforço da eficácia, conectividade e sustentabilidade dos sistemas de conservação;
  2. Reforço dos quadros políticos e regulamentares, apoiando condições institucionais e de governação mais favoráveis à conservação da biodiversidade;
  3. Geração de benefícios socioeconómicos a partir da gestão da fauna bravia, promovendo meios de subsistência sustentáveis e mecanismos de partilha equitativa dos benefícios;
  4. Intercâmbio de conhecimentos e coordenação, fortalecendo a aprendizagem, a colaboração e a disseminação de boas práticas entre instituições e actores relevantes; e
  5. Monitoria e avaliação, assegurando que as intervenções sejam acompanhadas por evidências, aprendizagem contínua e mecanismos para medir resultados e impacto.

Entre 2026 e 2033, o projecto deverá contribuir igualmente para reforçar a resiliência dos ecossistemas e a capacidade de adaptação das comunidades locais às alterações climáticas, promovendo soluções baseadas na natureza e práticas de gestão sustentável dos recursos naturais.

Ao integrar conservação, desenvolvimento económico local, governação, género, juventude e resiliência climática, o TRANSFORM procura demonstrar que investir na natureza é também investir nas pessoas e no desenvolvimento sustentável de Moçambique. (x)

 

MAPUTO, 20 DE AGOSTO DE 2026 – A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), em parceria com o Governo da Suécia (via SIDA), apresentaram o balanço final do Programa de Conservação da Biodiversidade em Moçambique. O evento de encerramento, realizado nos dias 20 e 21 de Agosto no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel, Cidade de Maputo, reuniu os principais actores do sector ambiental para debater os impactos socioambientais do programa e as estratégias de sustentabilidade para o futuro.

Concebido para fortalecer a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e a resiliência às alterações climáticas, o programa actuou em três pilares estratégicos:

  • Conservação e Serviços Ecossistémicos: Protecção de ecossistemas prioritários e biodiversidade local;
  • Financiamento Inovador: Criação e consolidação de mecanismos sustentáveis de financiamento ambiental;
  • Políticas Públicas e Capacitação: Fortalecimento das instituições públicas e desenvolvimento humano para a conservação.

Entre os principais marcos operacionais destacados no encontro estão a realização do Censo Nacional de Elefantes e Grandes Mamíferos e a instalação da Vedação Eléctrica na Área de Conservação Comunitária de Muwai, medida crucial para mitigar o conflito entre o homem e a fauna bravia na região.

Durante a abertura, o Director Executivo da BIOFUND, Luís Bernardo Honwana, classificou a reunião como uma celebração dos frutos da cooperação com a Suécia. O Director da Divisão de Administração, Finanças e Recursos Humanos da ANAC, Nilton Iombaiomba, em representação a ANAC, reforçou a relevância das infraestruturas e dados gerados para a gestão futura do patrimônio natural moçambicano.

 

O encontro contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, da Embaixada da Suécia, gestores de Áreas de Conservação, sector privado, academia e líderes das comunidades locais beneficiadas.

 

Coordenado pela BIOFUND, em estreita colaboração com a ANAC, o Programa contou com o financiamento do Governo da Suécia, através da Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (SIDA), e foi concebido para contribuir para a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e o reforço da capacidade de adaptação e resiliência às alterações climáticas. (x)

ZAMBÉZIA, 31 DE JULHO DE 2026 – No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Fiscal de Floresta e Fauna Bravia, assinalado a 31 de Julho, o Parque Nacional do Gilé (PNG), promoveu uma excursão ao Monte Popé com os alunos do Clube Ambiental da Escola Básica de Musseia.

A iniciativa teve como obcjetivo principal aproximar os estudantes das práticas de conservação da natureza, sensibilizando-os para a importância do uso sustentável dos recursos naturais e permitindo-lhes compreender, no terreno, a biodiversidade e a composição da paisagem do Gilé.

O Monte Popé foi escolhido como ponto estratégico da visita por oferecer uma vista panorâmica privilegiada sobre toda a área de conservação. Aproveitando a efeméride dedicada aos fiscais, os guardiões da biodiversidade, a actividade proporcionou aos jovens uma experiência imersiva de convivência e aprendizagem directa no ambiente natural. (x)

MAPUTO, 30 DE JULHO DE 2026 – Em representação de Sua Excelência Ministro de Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino Mito, o Presidente do Conselho de Administração do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), Dino Foi, dirige nesta sexta feira, 31 de Julho, no Parque Nacional Banhine, no Distrito de Chigubo, na Província de Gaza, a cerimónia de celebração do Dia Mundial do Fiscal de Florestas e Fauna Bravia, que este ano decorre sob o lema “Fiscais de Floresta e Fauna Bravia: Guardiões de Um Planeta em Mudança “.

Na ocasião, o Presidente de Conselho de Administração do FNDS procedera a inauguração de novas infra-estruturas de apoio à gestão do Parque Nacional de Banhine, constituído por dormitórios destinados aos fiscais. A cerimónia incluirá, igualmente, reconhecimento dos fiscais que se destacaram pelo seu desempenho na Protecção e Conservação da Biodiversidade em Moçambique.

O evento contará com a participação de representantes do Governo da Província de Gaza, do Administrador do distrito de Chigubo, do Director de Serviços Provinciais de Ambiente, do Procurador Chefe do Distrito de Chigubo, do Comandante Distrital da PRM de Chigubo, do Director Distrital do SERNIC, de Parceiros de Cooperação, Líderes comunitários, Representantes de Associações comunitários e quadros da ANAC, IP.

O Dia Mundial do Fiscal de Floresta e Fauna Bravia foi instituído em 31 de Julho de 2007 pela Federação Internacional dos Fiscais, com o propósito de reconhecer e valorizar o papel desempenhado pelos fiscais na Protecção e Conservação da biodiversidade, bem como homenagear aqueles que perderam a vida no cumprimento de sua missão de salvaguarda do património natural mundial.

O Parque Nacional de Banhine é gerido em regime de co-gestão, no âmbito de uma parceria público-privada, estabelecida em 2018, entre o Governo de Moçambique, representado pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC, IP), e pela Peace Parks Foundation (PPF), organização não-governamental internacional que apoia a gestão da área através do financiamento, da restauração dos ecossistemas e da promoção do desenvolvimento comunitário.

Localizado no Distrito de Chigubo, na Província de Gaza, o Parque Nacional de Banhine, destacasse pelos seus extensos sistemas de zonas húmidas sazonais, que lhe valeram a designação de “mini-Okavango”, por apresentarem características ecológicas semelhante às do Delta do Okavango. Estas zonas húmidas acolhem uma significativa diversidade de aves migratórias e outras espécies da fauna bravia, sendo igualmente reconhecidas pela importante população de avestruzes existente no parque. (x)

MAPUTO, 27 DE JULHO DE 2026 – No âmbito da preparação do processo de avaliação, validação e requalificação das áreas de conservação, o Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Dgedge, na qualidade de Presidente da Comissão Técnica para o Redimensionamento das Áreas de Conservação (CTRAC), dirigiu a IV reunião da CTRAC, no dia 27 de Julho 2026, na Sala de Reuniões da Direcção Nacional de Terras e Desenvolvimento Territorial – DNATDT, sita na Avenida Josina Machel, nº 537, na Cidade de Maputo.

Os pontos agendados para a reunião foram: i. Apresentação do Ponto de Situação sobre as Actividades da CTRAC; ii. Apresentação e discussão do Ponto de Situação sobre as Actividades em curso ao nível da Peace Parks Fundation (PPF) e na Reserva Especial do Niassa (REN) e iii. Apresentação da Proposta de Orçamento para o funcionamento e investimento da CTRAC.

Durante a reunião, avaliou-se o estágio das actividades em curso, a proposta do orçamento para o funcionamento e investimento da CTRAC, incluindo a definição dos passos subsequentes para a operacionalização do processo de avaliação, validação e requalificação das Áreas de Conservação. (x)

MAPUTO, 24 DE JULHO 2026 – O Director Geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação, IP, Pejul Calenga, anunciou nesta sexta-feira, 24 de Julho de 2026, no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel, na Cidade de Maputo, que a população de elefantes actualmente em Moçambique é estimada em 22.718 elefantes, um número que representa mais do que o dobro do registado em 2018.

Os resultados do Censo Nacional de elefantes de 2025, revelam uma recuperação considerável da população de elefantes no país, dando uma indicação positiva para o fortalecimento da fiscalização que tem sido desenvolvida através do reforço da colaboração com todas as forças envolvidas no processo, incluindo a cooperação transfronteiriça.

Pela primeira vez, os resultados do Censo colocam a zona sul com a maior proporção da população nacional de elefantes, com 53,7%, uma dinâmica impulsionada pela imigração de elefantes dos parques vizinhos no contexto da Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo.

Na ocasião, o Director Geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação, Pejul Calenga, também destacou um dado importante que aponta para a redução da mortalidade desta espécie por caça furtiva:

Um dado fundamental é a redução drástica da taxa de carcaças para 4,6%, um valor compatível com populações estáveis ou em crescimento onde a mortalidade é predominantemente natural, confirmando a cessação da mortalidade por caça furtiva em larga escala.”

Apesar dos resultados encorajadores, frisou o Director Geral da ANAC, IP,  que ainda persistem desafios quanto a expansão das actividades humanas, destacando os novos assentamentos desordenados, actividades agrícolas, exploração florestal, pecuária e cada vez mais a mineração, que constituem ameaça a fauna e seus habitats incrementando a ocorrência de casos de conflito entre os Humanos e a fauna bravia.

O seminário de Divulgação dos Resultados do Censo Nacional de Elefantes 2025, reuniu instituições governamentais, sector privado, parceiros de cooperação, organizações da sociedade civil, academia e demais actores relevantes, tendo sido apresentados e discutir os principais resultados e as suas implicações para a conservação da fauna bravia no país. Os resultados foram obtidos com base no Censo Nacional de elefantes realizado entre Setembro e Novembro de 2025 pela Administração Nacional das Áreas de Conservação, IP, com o apoio da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), através do Programa de Conservação da Biodiversidade financiado pela Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (Sida). O Censo abrangeu as principais áreas de ocorrência da espécie em Moçambique, tendo sido contratado o Consórcio CEAGRE-BassAir para fornecer este serviço. (x)

MAPUTO, JULHO DE 2026 – A Administração Nacional das Áreas de Conservação, (ANAC), realiza no próximo dia 24 de Julho de 2026, o Seminário de Divulgação dos Resultados do Censo Nacional de Elefantes e Grandes Mamíferos 2025, um marco importante para a conservação da biodiversidade em Moçambique.

Realizado entre Setembro e Novembro de 2025, o censo abrangeu as principais áreas de ocorrência de elefantes e de grandes mamíferos no país.

O levantamento conduzido pelo Centro de Estudos de Agricultura e Gestão de Recursos Naturais (CEAGRE), em parceria com a BassAir Aviation, sob liderança da ANAC, permitiu produzir informação científica actualizada sobre o estado das populações de elefantes e de outros grandes mamíferos, disponibilizando dados sobre a sua abundância, distribuição, tendências populacionais, níveis de mortalidade e principais ameaças à sua conservação.

Os resultados constituem uma importante base para o fortalecimento da gestão das Áreas de Conservação, para a definição de políticas públicas e estratégias de conservação da biodiversidade, bem como para o cumprimento dos compromissos nacionais, bem como internacionais dos quais Moçambique é signatários, em particular os relacionados a conservação da fauna bravia e da biodiversidade.

O seminário irá decorrer das 09h00 às 11h00, em formato híbrido, no Centro de Conferências do Hotel Montebelo, na Cidade de Maputo e reunirá representantes de instituições governamentais, parceiros de cooperação, organizações da sociedade civil, sector privado, academia e demais actores ligados à conservação da biodiversidade, proporcionando um espaço de partilha dos principais resultados do censo e de reflexão sobre os desafios e oportunidades para a conservação da fauna bravia no país.

Esta actividade contou com o apoio da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), através do Programa de Conservação da Biodiversidade financiado pela Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (SIDA), com apoio técnico da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). (x)

MAPUTO, 21 DE JULHO DE 2026 – Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), no âmbito do programa “A Caminho do Summit”, organizou na terça feira, 21 Julho de 2026, no Museu da história Natural, em Maputo, o painel sobre conservação, virado para o turismo e investimento privado.

Neste painel,  discutiu-se modelos de concessão nas áreas de conservação, o papel das comunidades locais na gestão de recursos e o investimento privado como complemento na gestão estatal do território.

“A Caminho do Summit” constitui a principal plataforma nacional de reflexão estratégica, concertação institucional e mobilização de conhecimento que antecede o Mozambique Tourism Summit 2026.

“A Caminho do Summit” é um verdadeiro laboratório nacional de ideias, onde Governo, sector privado, academia, comunidades, parceiros de cooperação e investidores internacionais participam na construção da visão estratégica do turismo moçambicano.

É precisamente neste contexto que nasce o programa “A Caminho do Summit”, colocando na agenda nacional um dos debates mais relevantes para o futuro do turismo moçambicano: a governação do território e das áreas de conservação.

Participaram representantes do Governo, Four Seasons Investimentos, Lda, da Agência Nacional de Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR), da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), gestores de concessões, operadores turísticos, organizações da sociedade civil, especialistas e académicos.

Na ocasião, o Director Geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação, Pejul Calenga, defendeu que “as áreas de conservação não podem ser vistas de forma isolada. São parte integrante do turismo. O desafio é transformar esse potencial em experiências de qualidade através de uma gestão integrada e de uma execução eficaz.”

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração, Hélder Jauana afirmou que “Investir na melhoria das estradas é investir no turismo. Infra-estruturas de qualidade são essenciais para o crescimento do sector e para a valorização dos destinos.”

O Secretário de Estado do Turismo, sublinhou: “Estamos a construir um ecossistema de turismo, com os seguintes programas: Plano Nacional de Turismo, Visit Mozambique, Estratégias de Marketing Nacional. Neste caso, estamos a sair do turismo de lazer para o de grandes investimentos”.

O antigo Ministro de Turismo, Fernando Sumbana Júnior, defende que “Não podemos interferir de forma tão violenta num parque, numa reserva, como a Reserva do Niassa com medidas administrativas, eventualmente medidas políticas, porque nós podemos recuar décadas, levamos muito tempo para chegar ao patamar em que nos encontramos hoje e não podemos deixar para atrás este legado que nós temos”.

Organizado pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), liderado pela Four Seasons Investimentos, Lda em parceria com a Agência Nacional de Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR), este programa materializa a visão de Sua Excelência o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, de transformar o turismo num dos principais motores da diversificação da economia nacional, da criação de emprego, da valorização do território e da captação de investimento privado. (x)

MAPUTO, 14 DE JULHO DE 2026 – Reportagem fotográfica da reunião de indução de quadros sobre a gestão das áreas de conservação, na Vila da Ponta do Ouro, província de Maputo.

ANAC – 15 Anos Conservando a Biodiversidade para o Desenvolvimento Sócio – económico do País.

MAPUTO, 13 DE JULHO DE 2026 – O Director Geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Pejul Calenga, dirigiu entre os dias 13 a 15 do mês de Julho de 2026, a reunião de indução de quadros sobre a gestão das áreas de conservação, na Vila da Ponta do Ouro, província de Maputo.

A indução tem como objectivos fortalecer os conhecimentos e as capacidades dos novos quadros em matérias relacionadas com a gestão das áreas de conservação, promovendo a partilha de experiências, harmonização de procedimentos e o reforço do compromisso com a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.

 Durante os três dias, foram debatidas estratégias para impulsionar a Legislação e políticas de conservação: análise dos instrumentos legais e políticos aplicados nas Áreas de Conservação; Gestão de áreas de Conservação: análise sobre as regras de planificação, monitoria e fiscalização das áreas de conservação; Participação comunitária: análise e discussão sobre a importância de participação comunitária na protecção das áreas de conservação; Gestão de conflitos: análise das estratégias de gestão de conflitos Homem- Fauna Bravia e Liderança, comunicação e gestão de conflitos laborais nas áreas de conservação.

Esta actividade foi realizada em parceria com a BIOFUND no âmbito de implementação do Programa de Conservação da Biodiversidade financiado pela Agência Sueca de Desenvolvimento Internacional (SIDA). (x)