No âmbito dos seminários que decorrem na 61ª edição da FACIM, o pavilhão do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas acolheu, nesta quinta-feira, 03 de setembro, o painel subordinado ao tema “O Papel da Conservação da Biodiversidade e o Desenvolvimento da Economia Nacional”.

O evento contou com a participação de painelistas de vasta experiência na conservação e gestão da biodiversidade, nomeadamente Ilídio Wamusse (Administrador do Parque Nacional de Zinave), Mohamed Harun (Académico) e Domingos Gove (Representante nacional da União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN).

Durante o seminário, as reflexões e contribuições partilhadas evidenciaram a urgência de um engajamento contínuo e sinergético entre os diferentes actores estratégicos, destacando-se os seguintes papéis fundamentais:

  • Governo: Compete-lhe conceber políticas públicas estratégicas e criar incentivos económicos adequados;
  • Setor privado: Assume-se como um motor essencial para garantir a sustentabilidade financeira e os investimentos necessários à continuidade das ações.
  • Comunidades locais: Devem apropriar-se ativamente das iniciativas, assumindo um compromisso participativo no processo de desenvolvimento local;
  • Academia: Deve focar-se na produção de conhecimento rigoroso através da investigação científica e no desenvolvimento de inovações aplicadas.

Com as abordagens colhidas, ficou patente que a aposta num modelo verde de desenvolvimento da economia, depende da valorização do capital natural, de parcerias público-privadas e do envolvimento ativo das comunidades locais na gestão dos recursos.

A 61ª edição da FACIM 2026 decorre no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, no distrito de Marracuene, província de Maputo, de 31 de agosto a 6 de setembro. (X)

MAPUTO, 02 DE SETEMBRO DE 2026O Governo de Moçambique, através da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram oficialmente, nesta quarta-feira, no Hotel Avenida, na Cidade de Maputo, o projecto “Transformando a Conservação da Vida Selvagem e os Meios de Subsistência à Escala da Paisagem em Moçambique (TRANSFORM)”, uma iniciativa de longo prazo destinada a promover uma gestão mais integrada e sustentável da biodiversidade, reforçar a resiliência das comunidades e gerar benefícios ambientais e socioeconómicos nas paisagens de Gorongosa–Marromeu e Rovuma–Lugenda.

Com uma duração prevista até 2033 e um financiamento global de aproximadamente 15,4 milhões de dólares norte-americanos do Fundo Global para o Ambiente (GEF), no âmbito do Programa Integrado GEF-8 de Conservação da Vida Selvagem para o Desenvolvimento, o TRANSFORM procura contribuir para uma mudança sistémica na forma como a conservação da fauna bravia é planeada, financiada e implementada em Moçambique.

O projecto dá continuidade ao compromisso de Moçambique com a conservação da biodiversidade e aos resultados alcançados através de anteriores investimentos do GEF, incluindo as intervenções apoiadas no âmbito do GEF-4 e GEF-6, ao mesmo tempo que procura consolidar e ampliar esses ganhos através de uma abordagem integrada à escala da paisagem.

O TRANSFORM reconhece que a conservação da biodiversidade está estreitamente ligada às condições económicas e sociais das comunidades que vivem nas paisagens de conservação. Por isso, a iniciativa combina o fortalecimento da gestão das áreas de conservação com a melhoria dos meios de subsistência, o reforço da aplicação da lei, o ordenamento territorial inclusivo e a promoção de mecanismos mais equitativos de partilha dos benefícios associados às economias baseadas na fauna bravia.

As paisagens de Gorongosa–Marromeu e Rovuma–Lugenda constituem áreas de importância estratégica para a conservação da biodiversidade de Moçambique e para a conectividade ecológica. Ao mesmo tempo, enfrentam pressões crescentes, incluindo a desflorestação, a caça furtiva, a perda e fragmentação de habitats, práticas insustentáveis de uso da terra e conflitos entre seres humanos e fauna bravia.

Ao actuar simultaneamente sobre estes diferentes factores, o projecto procura criar condições para que a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento local se reforcem mutuamente.

O TRANSFORM deverá contribuir para a geração de benefícios ambientais globais, incluindo a redução da caça furtiva e do tráfico de espécies, a conservação e restauração de corredores ecológicos e a melhoria da gestão de mais de três milhões de hectares de paisagens terrestres de elevada importância para a biodiversidade.

A iniciativa contribuirá igualmente para melhorar a gestão de terras situadas em corredores de fauna bravia e para manter serviços dos ecossistemas essenciais para as populações e para as economias locais. A conservação e restauração destes ecossistemas poderão também contribuir para evitar emissões significativas de dióxido de carbono (CO₂), reforçando a contribuição da conservação da natureza para a acção climática.

O projecto reconhece, igualmente, que ecossistemas saudáveis constituem uma componente fundamental da resiliência das comunidades perante os impactos das alterações climáticas e de outros riscos ambientais.

Falando durante a cerimónia de lançamento do projecto, o Director-Geral da ANAC, Pejul Calega, destacou a importância de uma coordenação efectiva entre as instituições e os diferentes actores envolvidos na conservação, sublinhando que resultados sustentáveis dependem de uma acção colectiva e de uma visão partilhada para as paisagens abrangidas pelo projecto.

“A relevância do Projecto TRANSFORM é acentuada pela actual urgência climática. De acordo com os dados do INGD relativos à Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026, o Plano Anual de Contingência aprovado pelo Governo previu um cenário de risco que estimava até 2,7 milhões de pessoas potencialmente afectadas. Perante esta realidade, a preservação e a manutenção de ecossistemas intactos funcionam como a nossa primeira e mais eficaz linha de defesa natural, salvaguardando vidas humanas e infraestruturas críticas”, afirmou.

Por seu turno, o Representante Residente Adjunto do PNUD para a Área de Programas, Cleophas Torori, salientou que a conservação sustentável depende da capacidade das instituições, mas também da participação e do envolvimento das comunidades que partilham estas paisagens.

“Uma conservação eficaz exige instituições fortes, mas também comunidades que reconheçam que a conservação pode gerar benefícios concretos para as suas vidas. É esta ligação entre conservação, desenvolvimento local e meios de subsistência que permite criar condições para resultados mais duradouros”, afirmou.

O Representante Residente Adjunto destacou ainda a importância de assegurar que mulheres e jovens estejam no centro das oportunidades geradas pelo projecto.

“A dimensão de género não é um elemento adicional do projecto; é central para a sua ambição de alcançar um impacto sustentável. As mulheres e os jovens devem dispor de oportunidades efectivas para participar nas actividades económicas relacionadas com a conservação, aceder ao financiamento e beneficiar dos recursos e oportunidades gerados nestas paisagens”, sublinhou.

A implementação do TRANSFORM está estruturada em cinco componentes interligadas, concebidas para abordar os principais factores que condicionam a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável nas paisagens seleccionadas:

  1. Gestão das redes de áreas de conservação, com vista ao reforço da eficácia, conectividade e sustentabilidade dos sistemas de conservação;
  2. Reforço dos quadros políticos e regulamentares, apoiando condições institucionais e de governação mais favoráveis à conservação da biodiversidade;
  3. Geração de benefícios socioeconómicos a partir da gestão da fauna bravia, promovendo meios de subsistência sustentáveis e mecanismos de partilha equitativa dos benefícios;
  4. Intercâmbio de conhecimentos e coordenação, fortalecendo a aprendizagem, a colaboração e a disseminação de boas práticas entre instituições e actores relevantes; e
  5. Monitoria e avaliação, assegurando que as intervenções sejam acompanhadas por evidências, aprendizagem contínua e mecanismos para medir resultados e impacto.

Entre 2026 e 2033, o projecto deverá contribuir igualmente para reforçar a resiliência dos ecossistemas e a capacidade de adaptação das comunidades locais às alterações climáticas, promovendo soluções baseadas na natureza e práticas de gestão sustentável dos recursos naturais.

Ao integrar conservação, desenvolvimento económico local, governação, género, juventude e resiliência climática, o TRANSFORM procura demonstrar que investir na natureza é também investir nas pessoas e no desenvolvimento sustentável de Moçambique. (x)

 

MAPUTO, 31 DE AGOSTO DE 2026 – O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, visitou, nesta segunda feira, 31 de Agosto, o Pavilhão do Ministério da Agricultura Ambiente e Pescas (MAAP), no âmbito da 61ª Edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Na ocasião, o Chefe de Estado, acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino e pelo Director Geral da ANAC, I.P, Pejul Calenga, visitou o Stand da ANAC, onde manteve uma breve interação, na qual o Ministro realçou o compromisso e abnegação da instituição na conservação do meio ambiente.

Nesta edição, além de promover oportunidades de investimento e as potencialidades turísticas das áreas de conservação, a delegação da ANAC apresenta aos visitantes o pacote de reformas em curso no sector, com destaque para:

  • O processo de redimensionamento das áreas de conservação;
  • As reformas nos modelos de co-gestão, com maior enfoque na incorporação do sector privado e na criação de Veículo de Propósito Específico (SPV);
  • A digitalização dos serviços da instituição, com destaque para o portal do operador, uma plataforma digital que promove uma gestão transparente e eficiente da caça desportiva;
  • O potencial de investimento na economia de vida selvagem.

A 61ª edição da FACIM 2026, decorre de 31 de Agosto a 06 de Setembro, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, Município de Marracuene, província de Maputo, sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável” e reúne expositores nacionais e internacionais.

Visite o Stand da ANAC na FACIM 2026, localizado no Pavilhão do Ministério da Agricultura Ambiente e Pescas. (x)

MAPUTO, 20 DE AGOSTO DE 2026 – A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), em parceria com o Governo da Suécia (via SIDA), apresentaram o balanço final do Programa de Conservação da Biodiversidade em Moçambique. O evento de encerramento, realizado nos dias 20 e 21 de Agosto no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel, Cidade de Maputo, reuniu os principais actores do sector ambiental para debater os impactos socioambientais do programa e as estratégias de sustentabilidade para o futuro.

Concebido para fortalecer a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e a resiliência às alterações climáticas, o programa actuou em três pilares estratégicos:

  • Conservação e Serviços Ecossistémicos: Protecção de ecossistemas prioritários e biodiversidade local;
  • Financiamento Inovador: Criação e consolidação de mecanismos sustentáveis de financiamento ambiental;
  • Políticas Públicas e Capacitação: Fortalecimento das instituições públicas e desenvolvimento humano para a conservação.

Entre os principais marcos operacionais destacados no encontro estão a realização do Censo Nacional de Elefantes e Grandes Mamíferos e a instalação da Vedação Eléctrica na Área de Conservação Comunitária de Muwai, medida crucial para mitigar o conflito entre o homem e a fauna bravia na região.

Durante a abertura, o Director Executivo da BIOFUND, Luís Bernardo Honwana, classificou a reunião como uma celebração dos frutos da cooperação com a Suécia. O Director da Divisão de Administração, Finanças e Recursos Humanos da ANAC, Nilton Iombaiomba, em representação a ANAC, reforçou a relevância das infraestruturas e dados gerados para a gestão futura do patrimônio natural moçambicano.

 

O encontro contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, da Embaixada da Suécia, gestores de Áreas de Conservação, sector privado, academia e líderes das comunidades locais beneficiadas.

 

Coordenado pela BIOFUND, em estreita colaboração com a ANAC, o Programa contou com o financiamento do Governo da Suécia, através da Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (SIDA), e foi concebido para contribuir para a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e o reforço da capacidade de adaptação e resiliência às alterações climáticas. (x)

MAPUTO, 17 AGOSTO DE 2026 – O Comité Científico da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC, IP), esteve reunido nesta segunda-feira, na sala de reuniões da Instituição, com o intuito de discutir matérias ligadas à operacionalização do órgão.

Entre os principais pontos da agenda, destaca-se a eleição do Doutor Cornélio Ntumi para a presidência do Comité. Especialista com mais de 33 anos de experiência em ecologia e conservação da biodiversidade, Cornélio Ntumi é igualmente professor Auxiliar no Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Eduardo Mondlane.

Durante a sessão, que decorreu no formato híbrido, os membros do Comité apreciaram positivamente a proposta de Estratégia de Pesquisa para as Áreas de Conservação e debateram a aplicação de ferramentas tecnológicas no inventário da fauna bravia, identificando oportunidades e desafios para o sector.

O Comité Científico é um órgão de apoio técnico com a missão de coordenar as actividades de investigação e produção de conhecimento, competindo-lhe avaliar e emitir pareceres sobre questões técnico-científicas fundamentais para a actuação integrada da Administração Nacional das Áreas de Conservação, I.P. (x)

MAPUTO, 12 DE AGOSTO DE 2026 – A Administração Nacional das Áreas de Conservação ANAC.IP, realizou no dia 12 de Agosto, na Cidade de Tete, um Workshop de socialização sobre o Plano de Desenvolvimento Integrado da Área de Conservação Transfronteiriça (ACTF) do ZIMOZA (Zimbabwe–Moçambique–Zâmbia), com o objectivo principal de socializar e colher contribuições das partes interessadas e afectadas pelo projecto.

Durante o evento, foram consultados os principais intervenientes do processo, cujos subsídios e informações enriquecerão a elaboração final do plano de desenvolvimento integrado da ACTF do ZIMOZA.

A Área de Conservação Transfronteiriça do ZIMOZA é uma iniciativa tripartida de conservação com cerca de 38.435 km², localizada no Vale do Zambeze, formalizada através de um Acordo assinado a 18 de Julho de 2024, visando promover a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. (x)

MAPUTO, 06 DE AGOSTO DE 2026 – Moçambique acolheu nos dias 5 e 6 de Agosto, na cidade de Maputo, o Diálogo Nacional sobre as Áreas de Conservação Transfronteiriças da SADC, com o intuito de colher sensibilidades de diversas instituições e organizações envolvidas no processo de estabelecimento da rede Nacional das ACTFs, bem como reforçar a coordenação nacional e promover a mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável, no âmbito da implementação do Programa das ACTFs da SADC (2023–2033).

Coube ao Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Sobrinho Dgedge, dirigir a cerimónia de abertura da reunião nesta quarta-feira, na qual referiu que é fundamental que todos os sectores dentro das suas competências, reconheçam o seu papel e contribuam activamente para a implementação das ACTFs. Na ocasião, o Secretário de Estado reafirmou o compromisso do Governo de Moçambique com a conservação da biodiversidade, a gestão sustentável dos recursos naturais e melhoria das condições de vida das comunidades.

Queremos uma conservação que melhore vidas. Uma conservação que gera benefícios tangíveis para as comunidades e moçambicanos no geral. Uma conservação que transforme o capital natural em oportunidades económicas reais através do turismo sustentável, emprego verde, cadeias de valor local, serviços ambientais, economia da vida selvagem.” Afirmou, Gustavo Dgedge, instando a todos os intervenientes e ao Secretariado da SADC para a buscar soluções inovadoras para um maneio integrado visando a coexistência entre a vida selvagem e comunidades.

Por outro lado, Ndapanda Kamine, Oficial Sénior de Programa para Recursos Naturais e Vida Selvagem do Secretariado da SADC, disse na sua intervenção que o diálogo estabelecido durante a reunião, simboliza um marco significativo da instituição que representa no esforço contínuo para operacionalizar o programa e outros quadros de recursos naturais. Kamine referiu ainda que, o diálogo sobre ACTFs é também uma oportunidade para aprofundar a colaboração regional e intersetorial que é um elemento vital para o alcance dos objectivos estabelecidos pela SADC na região. (x)

MAPUTO, AGOSTO DE 2026 – O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, dirige, nos dias 05 e 06 de Agosto, a partir das 10h30, no Radisson Blu Hotel, na Cidade de Maputo, a Reunião Nacional sobre a Implementação das Áreas de Conservação Transfronteiriças (ACTFs) em Moçambique, organizada pelo Secretariado da SADC, em colaboração com a Administração Nacional das Áreas de Conservação, (ANAC, I.P.).

A reunião tem como objectivo apoiar o Governo da República de Moçambique no estabelecimento da Rede Nacional das Áreas de Conservação Transfronteiriças, reforçando a coordenação nacional e promovendo a mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável destas áreas, no âmbito da implementação do Programa das ACTFs da SADC (2023–2033).

No âmbito deste programa regional, Moçambique desempenha um papel estratégico, integrando diversas ACTFs de relevância regional, que constituem importantes corredores ecológicos para a conservação da biodiversidade, a promoção do turismo sustentável, o desenvolvimento das comunidades locais e o reforço da cooperação entre os Estados-Membros da SADC.

Participam na reunião representantes de instituições governamentais, do sector privado, parceiros de cooperação, organizações da sociedade civil e instituições académicas, reafirmando o compromisso conjunto com a implementação das Áreas de Conservação Transfronteiriças e com a gestão sustentável do património natural de Moçambique.

A realização desta reunião reafirma o compromisso de Moçambique com a implementação do Programa das Áreas de Conservação Transfronteiriças da SADC (2023–2033), consolidando o País como um actor estratégico na promoção da conservação da biodiversidade, da integração regional e do desenvolvimento sustentável na África Austral. (x)

MAPUTO, 31 DE JULHO DE 2026 – O Presidente do Conselho de Administração do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), Dino mamudo Foi, em representação de Sua Excelência Roberto Mito Albino, Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, procedeu na sexta-feira, dia 31 de Julho, com a inauguração de novas infra-estruturas edificadas no Parque Nacional de Banhine, isto é, dormitórios destinados aos fiscais do Parque Nacional de Banhine.

A cerimónia de inauguração teve um significa especial, por acontecer no dia em se celebra mundialmente a entrega e dedicação dos guardiões da natureza, os fiscais de floresta e fauna bravia, cujas cerimónias centrais de celebração decorreram no Parque Nacional de Banhine. As infra-estruturas foram concebidas no âmbito do melhoramento das condições de trabalho e fortalecimento da capacidade operacional do corpo de fiscalização do Parque Nacional de Banhine. Os dormitórios inaugurados são compostos por 3 blocos, com capacidade para alojar 50 fiscais e foram financiadas no âmbito da parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação e (ANAC, IP) e a Peace Parks Foundation (PPF).

Com a inauguração dos dormitórios, espera-se elevar a motivação, o moral e a prontidão operacional das equipes de fiscalização, reflectindo-se na melhoria da eficácia na protecção dos recursos naturais e no combate a crimes contra a biodiversidade.

Falando aos presentes nas celebrações do dia Mundial do Fiscal de Floresta e Fauna Bravia, o PCA do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), referiu que as instalações inauguradas representam o reconhecimento de que a eficácia da conservação depende, antes de tudo, das pessoas que a concretizam.

Ao investir na melhoria das condições de vida dos fiscais, o Governo reafirma um princípio que considera fundamental: quem protege um património de valor inestimável deve exercer a sua missão com dignidade, segurança e condições compatíveis com a elevada responsabilidade que lhe é confiada ”. (Disse, Dino mamudo Foi, PCA do FNDS)

As Inauguração das infra-estruturas, representa o compromisso contínuo da ANAC e dos seus parceiros em investir no capital humano, reconhecendo que os fiscais devidamente acomodados e valorizados desempenham as suas funções com maior eficiência, dedicação e sentido de missão, reforçando a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável das áreas de conservação em Moçambique. (x)

 

MAPUTO, 31 DE JULHO DE 2026 – Decorreu nesta sexta-feira, dia 31 de Julho, no Parque Nacional de Banhine, Província de Gaza, Distrito de Chigubo, a cerimónia central de celebração do dia Mundial do Fiscal de Floresta e Fauna Bravia. A efeméride foi dirigida pelo Presidente do Conselho de Administração do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), Dino mamudo Foi, em representação Sua Excelência Roberto Mito Albino, Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas.

O dia Mundial do Fiscal de Floresta e Fauna Bravia é celebrado anualmente, com o intuito de reconhecer e homenagear o trabalho crucial dos fiscais na protecção da biodiversidade e serve igualmente para destacar a importância do papel dos fiscais na coexistência harmoniosa entre humanos e a vida selvagem, bem como para homenagear aqueles que perderam suas vidas no cumprimento do seu dever.

Neste ano, a data foi celebrada sob o lema: “Fiscais de Florestas e Fauna Bravia: Guardiões de um Planeta em Mudança”. Dirigindo-se aos presentes, o PCA do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), referiu que ser fiscal de floresta e fauna bravia, significa muito mais do que exercer uma profissão, mas é assumir a responsabilidade de representar o Estado nas áreas mais remotas do território nacional garantindo a protecção de um património de valor incalculável para as presentes e futuras gerações.

É através da sua presença permanente nas Áreas de Conservação, da vigilância contínua dos ecossistemas, da prevenção e combate aos crimes contra a vida selvagem e da proximidade com as comunidades que o Estado assegura a protecção efectiva do nosso património natural

Por sua vez, os fiscais de floresta e fauna bravia homenageados no evento, deixaram ficar uma mensagem de júbilo e satisfação em representação de todos os fiscais que, dia e noite, trabalham de forma abnegada para proteger a riqueza e bem natural que o país possui, reafirmando o seu compromisso de continuar a trabalhar afincadamente em prol do uso sustentável dos recursos que jurararam defender ontem, hoje e amanhã.

Contudo, os fiscais de floresta e fauna bravia realçaram que, apesar dos progressos, ainda persistem alguns desafios no exercício da sua profissão, entre os quais, destaca-se a necessidade da criação, aprovação e implementação do Estatuto do Fiscal e seu Regulamento específico. No evento, foram distinguidos e entregues diplomas de honra aos fiscais da ANAC, IP e AQUA, IP, que se destacaram no exercício de sua profissão de guardiões da natureza.

Participaram da cerimónia de celebração do dia Mundial do Fiscal, os Directores Geral Adjunto da ANAC, IP e Director Geral da AQUA,IP, representantes do Director do Serviço Provincial do Ambiente, representantes dos Parceiros (Peace Parks Foundation e BioFund), Administrador do Distrito de Chigubo, os Administradores dos Parques Nacionais de Banhine, Limpopo e Zinave e os líderes Comunitários e Tradicionais. (X)