MAPUTO, NOVEMBRO DE 2026 – Moçambique participou activamente na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (COP17 – CDB), realizada de 19 a 30 de Outubro de 2026, em Yerevan, Arménia. O encontro internacional focou-se na avaliação do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KMGBF) e na aceleração das metas de conservação da natureza.
A delegação multissectorial moçambicana, composta por 19 delegados de entidades públicas e privadas, foi chefiada por Sua. Excelência Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Sobrinho Djedje. A delegação incluiu lideranças e quadros técnicos da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC,I.P), da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA), da Direcção Nacional para as Mudanças Climáticas e Ambiente, do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e do sector da Ciência e Tecnologia.
A participação do país centrou-se em duas vertentes: as negociações oficiais da COP17 e a partilha de experiências em eventos paralelos. Estrategicamente, o país procurou mobilizar financiamento para a conservação, reforçar a gestão de áreas de conservação, valorizar a biodiversidade como activo económico e ampliar parcerias entre governo, parceiros, sector privado e comunidades locais.
A ANAC.IP destacou-se em debates estratégicos sobre a sustentabilidade ambiental em Moçambique, apresentando os progressos e o estado de conservação dos recifes de coral, as suas ameaças e o impacto da pesca comunitária na subsistência local. Foram também debatidos modelos financeiros sustentáveis de longo prazo, combinando fundos públicos, privados, subsídios e fundos fiduciários, com foco nas perspetivas do ciclo GEF-9. Por fim, abordou-se a gestão colaborativa em África e a partilha de responsabilidades entre Estado, parceiros e comunidades, enfatizando a necessidade de uma gestão orientada para resultados ecológicos e sociais, a diversificação financeira e a geração de emprego e negócios locais para a população residente nas áreas de conservação.
Outro destaque da participação de Moçambique na Conferência e no panorama internacional da conservação da biodiversidade, foi a nomeação de Mark Haldane, da Zambeze Delta Safaris (ZDS) para vencedor do prémio Markhor .
Uma distinção que reconhece o trabalho desenvolvido pela Zambeze Delta Safaris na gestão da vida selvagem e inclusão das comunidades locais rumo ao desenvolvimento sustentável. Ademais, o marco enaltece o compromisso de Moçambique e o seu contributo excecional para a conservação da biodiversidade para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.
Com esta participação na COP17, Moçambique reafirma o seu papel na liderança de soluções práticas e inovadoras para a biodiversidade, promovendo o equilíbrio entre a conservação dos ecossistemas e o desenvolvimento económico sustentável. (X)
04/11/2026





